Atualmente, a oferta de sangue depende exclusivamente da boa vontade das pessoas. Depender da boa vontade é problemático em vários níveis. Mesmo que cada pessoa deseje que uma quantidade maior de sangue esteja disponível, nenhuma tem incentivo suficiente para ela mesmo doar, visto que a sua doação não faz diferença considerável no resultado geral e ela conta que as outras pessoas também doarão. O problema é que, se cada pessoa pensar dessa forma, a maioria acaba não doando, o que acaba por provocar, portanto, uma escassez de sangue frente a demanda pelo produto. O fato de que não doar sangue é uma informação privada de difícil verificação (você pode alegar que doa sangue e sua audiência potencial não tem como verificar a informação) torna a pressão para se conformar à regra moral de doar sangue menos eficaz.
A oposição a doar sangue através de pagamento monetário é grande. Portanto, sugiro um esquema que, embora não remunere diretamente, o faz através de isenção. Poderíamos estabelecer o seguinte: uma pessoa receberia desconto no IPTU para cada mês no qual doasse sangue. Acredito que qualquer destino que esse dinheiro teria através da prefeitura seria inferior ao resultado de aumentar a oferta de sangue disponível.
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